Após a inteligente manobra dos EUA, com o apoio de seus países aliados produtores de petróleo, em baixar o preço internacional dessa commoditie para colocar a economia da Rússia e da Venezuela de joelhos (suas economias dependem, principalmente, da venda deste produto) [ 1 ], agora é a vez da Europa sentir na pele o poder dos EUA em golpear economias rivais.
A guerra na Síria é disputada entre o governo de Bashar al-Assad contra seus opositores liderados pela Al-Qaeda e Estado Islâmico que têm como principal patrocinador o governo norte americano e sua indústria bélica, oferecendo: treinamento, dando suporte, dinheiro, equipamentos militares e armas para que, assim, dure o maior tempo possível [ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 ]. Quanto mais tempo durar a guerra, maior o lucro para os EUA. Guerra curta, pouco lucro. O mais importante nas guerras é a recuperação que elas trazem para a economia norte americana, naquela máxima: "Sua morte é o meu lucro". Portanto, é preciso saber dosar direitinho essa ajuda para que não seja pouca e o governo sírio vença e nem muita e a oposição ganhe. Agora, o melhor mesmo para os EUA é assistir a tudo isso de longe, no camarote VIP, a Europa parada tentando resolver o abacaxi dos refugiados sírios da guerra que os EUA, maquiavelicamente, estão eternizando. Se os EUA quisessem mesmo, é lógico que eles invadiriam a Síria, como fizeram com o Iraque, e acabariam com a guerra na hora, mas do jeito que está ocorrendo, a guerra na Síria é mais lucrativa e o que é melhor, sem baixas de soldados norte americanos e nem de inocentes sírios mortos pelos soldados norte americanos, o que geraria grande revolta internacional contra os EUA como aconteceu durante a guerra no Iraque [ 1 ]. Muito inteligente. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. O mais inacreditável nisso tudo é a censura que a mídia internacional faz blindando os Estados Unidos de qualquer responsabilidade.
Criança síria vítima da instabilidade patrocinada pelos Estados Unidos [ 1 ].
Revista Veja: a cada edição, uma nova bobagem.
Revista Veja: a cada edição, uma nova bobagem.
Na edição desta semana, a Revista Veja, novamente, publicou mais uma bobagem em sua capa.
Varinha Mágica
Deus, sendo bom, não fez coisas ruins, ou seja, se ele só fez coisas boas, então, quem fez o homem, o tubarão, os dinossauros, as catástrofes naturais, a paralisia infantil e a lepra (duas doenças que o homem descobriu a cura [ 1 ])? Os religiosos responderão, de imediato, que deus deu o livre arbítrio ao homem. Claro, portanto, deus lavou as mãos com o tal do "livre arbítrio" e eximiu-se de qualquer responsabilidade pela sua criação. Com sua poderosa "varinha mágica", deus vê crianças sofrendo e não faz porra nenhuma e, das vezes que resolveu intervir, só fez coisas ruins, como assassinar a humanidade afogada no dilúvio ou incineradas em Sodoma e Gomorra, entre tantos outros crimes cometidos por esse deus que só faz coisas boas. O fato é que qualquer ser humano de bem, que tivesse essa "varinha mágica", salvaria essa criança, de fato, faria um mundo com causa, mas sem efeito, faria um mundo onde tudo desse certo, ou seja, a violência poderia até existir, mas não surtiria efeito algum e, assim, deixaria de existir naturalmente por ser ineficaz. O sofrimento não existiria, aliás, a cultura do prazer e do apego ao sofrimento, disseminada pelas religiões e pela mídia, é tão poderosa e está tão incrustada nas pessoas, que chega ao absurdo de muitas afirmarem que gostam, por exemplo, de filme de chorar, que as coisas conquistadas com sofrimento é mais prazerosa, até palestras motivacionais dizem "no pain, no gain", "sem sofrimento, sem ganho". Qual o problema de levar uma vida tranquila e sem sofrimento? Uma caminhada no parque com a família, na praia com os amigos ou sozinho ouvindo uma bela música no fone de ouvido; jogar futebol com os amigos não tendo a mínima importância de quem ganhou a partida mas, sim, o que importa mesmo é o churrasco depois e dar bastante risada falando bobagens, todas inúteis; ir no salão de beleza e, depois, no comércio fazer compras com as amigas; pedalar, nadar, academia, etc. Será que não dá para ser feliz sem sofrimento? Se deus realmente quisesse, ele balançaria sua "varinha mágica" e faria tudo dar certo.
O deus bíblico é tão absurdo que até um Zé Ninguém desqualifica-o.
Cubano é bem vindo, mexicano é problema.
Chega de delírios. Voltando a realidade, ou seja, deus não existe e os EUA é o maior abacaxi da humanidade, a esperteza deles é tamanha que impressiona. Por exemplo, enquanto a Europa é pressionada pela mídia internacional pró Estados Unidos a acolher os refugiados sírios, os Estados Unidos resolvem seu problema dos imigrantes mexicanos com a construção do maior muro da vergonha que a humanidade já viu, quer dizer, não viu, pois a mídia capitalista burguesa pró EUA consegue esconder tão bem esse muro monstruoso que a maioria das pessoas alienadas nem sabem que esse muro existe e que 300 a 500 mexicanos morrem todo ano tentando atravessa-lo atrás de uma vida melhor, inclusive, muitos são assassinados pela polícia norte americana. Aí tudo bem, né? Qual o problema nisso [ 1 ]? O poder dessa mídia é tão poderoso que ela só permite que as pessoas saibam do muro de Berlim, este dividia ideologias e não o pobre do rico como o norte americano. Agora, refugiados cubanos tentando chegar na Flórida todos sabem. Ou você é problema (mexicanos) ou é solução (cubanos). Aliás, no caso dos cubanos, por interesse político, para ajudar na propaganda capitalista contra o comunismo, eles recebiam até ajuda do governo norte americano para viver no país e falar mal de Cuba e seu regime [ 1 ]. Claro que agora, com a abertura das relações diplomáticas entre os dois países, essa ajuda acabou. É óbvio que os cubanos iam para os EUA pelo mesmo motivo que os mexicanos, jamaicanos, brasileiros e tantos outros vão: grana.
Leia sobre os Crimes Contra a Humanidade cometidos pelos Estados Unidos clicando aqui.
Leia sobre os Crimes Contra a Humanidade cometidos pelos Estados Unidos clicando aqui.

