Democracia: Eleições - O Povo Vota.

Zona Eleitoral de Pyongyang
Democracia vem do grego dêmos=povo, kratos=poder, ou seja, poder do povo. Na República Democrática Popular da Coréia, o povo vai democraticamente às urnas eleger seus representantes dentre três partidos políticos: Partido dos Trabalhadores da Coréia, Partido Social Democrata da Coréia e o Partido Chongu Chondoista, ou candidaturas independentes. Na legislatura 2.009-14 (eleitos em 8 de março de 2.009, são mandatos de cinco anos, podendo serem reeleitos, o voto não é obrigatório), quem governou o país foi o primeiro ministro Pak Pong-Ju e quem representou as forças armadas foi o presidente do país Kim Jong-Un. [ 1 ] Para ler sobre as eleições de 2.014, clique aqui.

Primeiro Ministro Pak Pong-Ju e o Presidente Kim Jong-Un

Diferentemente do que acontece nos países capitalistas, que se auto intitulam democracias, onde quem escolhe os candidatos a concorrerem nas eleições são os próprios políticos dos partidos políticos e não o povo, um ABSURDO, na Coréia do Norte quem escolhe os candidatos a participarem das eleições é o povo, ou seja, nas fábricas, nas fazendas coletivas, nas escolas e universidades, nos bairros, vilas, distritos. É feita a escolha "in-loco" daqueles que representarão verdadeiramente os interesses da população e, no dia da eleição, eles são confirmados ou recusados. Os eleitos, então, se reunem para, dentre eles, escolherem quem será o Presidente e o Primeiro Ministro.



Segundo Peter Hughes, embaixador do Reino Unido na Coréia do Norte, na época das eleições de 2.009, as eleições ocorreram normalmente e o povo aguardou pacientemente nas filas de votação e, após votarem, fizeram pique-nique, dançaram, em um ambiente alegre, festivo e tranquilo. [ 1 ]

Posto de votação ao fundo.
As eleições nos países capitalistas são consideradas "Show Election" ou "Eleição Espetáculo", nome dado as campanhas eleitorais caríssimas, com espetáculos pirotécnicos, apresentações musicais e presença de artistas famosos. São eleições de fachada, onde o resultado já é de conhecimento antes mesmo da apuração, apenas para dar a impressão que é democracia, pois os políticos são todos financiados com dinheiro da burguesia e de suas empresas, alimentando o "toma lá, dá cá". Além disso, o sistema será sempre o mesmo, explorador e explorado, independente do vencedor.

Nos Estados Unidos há apenas dois partidos: Democratas e Republicanos, ou seja, escolhe-se entre seis ou meia-duzia. Há alguns partidos pequenos e sem representatividade nenhuma, só como fachada, vendendo a ideia que é uma democracia. Além disso, o povo não elege seu presidente. O povo vota de forma regional, nomeando delegados e, estes, elegem o presidente, de tal modo que, pelo voto popular, George W. Bush não teria sido presidente [ 1 ], porém, pela representatividade dos estados, esses absurdos acabam acontecendo na eleição norte-americana. As eleições de 2.000 foi uma palhaçada generalizada, teve: denuncias de falcatrua no resultado e direito legal previsto na lei de pedido de recontagem dos votos e que foi, simplesmente, na maior cara de pau, negado pelo supremo tribunal ao candidato Al Gore e ficou tudo por isso mesmo, S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L 1 ]. Outro ponto interessante é que as eleições norte americanas são tão ridículas que o povão nem perde o tempo indo validar essa marmelada da burguesia, dos mais de 300 milhões de habitantes, apenas 105.405.100 milhões votaram, ou seja, apenas 1/3 da população do país [ 1 2 ]. Por causa desse sistema idiota de delegados, pode-se dizer que as eleições norte americana são eleições indiretas: Diretas Já! Não que isso vá mudar alguma coisa, é claro, afinal de contas, quem elege os candidatos no capitalismo é a ditadura do capital.


Ganhou, mas não levou [ 1 ].

Na eleição presidencial de 2.012, o valor gasto pelos dois candidatos somados superou os DOIS BILHÕES DE DÓLARES [ 1 ], verdadeira "Show Election", o que torna, obviamente, os supostos representantes do povo, na verdade, fantoches das multinacionais e da indústria bélica, por isso, todo presidente americano é obrigado a fazer, pelo menos, uma guerra em algum lugar e por qualquer motivo, não importa qual, o importante é invadir algum país. Lucro para a indústria bélica as custas dos impostos do povo norte americano, que deveriam ir para a geração de emprego, saúde pública, moradia (leia reportagem "Capitalismo: Pobreza gera Riqueza" clicando aqui) e educação gratuita, vão, de fato, para fazerem guerras, mutilar e matar, inclusive, os próprios soldados norte americanos (1.321.612 mortos e 1.531.036 feridos com sequelas permanentes somadas todas as guerras [ 1 ]), que tem sua juventude abreviada em algum país invadido no mundo, sem sequer, saberem o real motivo do que foram fazer e para que foram morrer lá, naquele país invadido. A SUA MORTE É O MEU LUCRO.


Leia sobre os vários Crimes Contra a Humanidade praticadas pelos Estados Unidos
clicando aqui.

Os países a seguir: Espanha, Dinamarca, Bélgica, Suécia, Holanda, Noruega, Mônaco, Japão, dentre outros, são monarquias. Canadá, Jamaica, Austrália e Nova Zelândia são monarquias vinculadas à rainha do Reino Unido fazendo parte do Commonwealth, 53 países membros, liderados pela rainha fanfarrona [ 1 ]. Arábia Saudita e o Vaticano são monarquias absolutistas. Como monarquias, o povo não pode elegê-los, nem tirá-los ou trocá-los, é hereditário (Vaticano é eleito pelos bispos).


Casal Real: Camilla Parker e Príncipe Charles. A realeza tem sangue azul.
Charles fala para Camilla: "Quero reencarnar como seu absorvente íntimo." [ 1 ]


Como exemplo, o custo anual para manter os gastos com a monarquia no Reino Unido é em torno de US$ 200.000.000,00 a US$ 280.000.000,00 [ 1 2 ]. No caso da França, o povo decapitou seu rei e, desde então, eles podem eleger seu presidente. Veja bem, não que isso vá mudar alguma coisa, devido ao poder dos donos do capital, eles é quem, realmente, elegem os representantes, através do financiamento das campanhas caríssimas, os representantes em qualquer nação capitalista, que deveriam representar os interesses da maioria, acabam, assim, representando a minoria burguesa, são os lobbys [ 1 2 3 4 ] ou, se preferir, as bancadas dos representantes dos banqueiros, dos empresários e dos latifundiários. Não há a bancada dos sem teto, sem terra, sem emprego, sem salário digno, sem qualidade de vida, sem dignidade, sem nada, pois, estes, não tem dinheiro para comprar os políticos.

Cartaz na Coreia do Norte convocando o Povo a Votar


Discursos Vagos

As campanhas eleitorais no sistema capitalista são caracterizadas por discursos vazios, sem fundamento lógico ou dados concretos. Exemplos:

"Vou cuidar da educação que é a base para melhorar um país." Se ele comprar algumas caixas de giz, ele terá cumprido o que prometeu.

"Vou criar um plano habitacional para o povo sair do aluguel e ter um lar para chamar de seu." Se ele liberar um financiamento para meia duzia de pessoas, ele terá cumprido o que prometeu.

"Vou colocar todos os esforços na saúde e tira-la da vergonha que se encontra." Num hospital qualquer não tinha gazes, se ele mandar algumas caixas, ele terá cumprido o que prometeu.

"Vou melhorar a segurança pública investindo no policial e na sua qualificação." Se ele der uniformes a alguns policiais e manda-los fazer polichinelo e flexão de braço, ele terá cumprido o que prometeu.

"Vou gerar emprego investindo no setor privado, na educação, na qualificação e na capacitação do trabalhador." Se ele der um empréstimo à lanchonete do seu genro e este der um curso de culinária para a funcionária que trabalha na grelha, ele terá cumprido o que prometeu.



Veja que são todas frases de efeito com palavras jogadas ao vento, sem fundamento lógico algum. Repare que não tem valor nenhum, não significam, absolutamente, nada. Se ele investir 1 centavo a mais que o antecessor, ele terá cumprido o que prometeu.


Não há valores de quanto ele ira investir e de onde ele conseguirá esse dinheiro. Pior que isso, é ele não cumprir sequer o que prometeu, mesmo porque, de fato, não prometeu absolutamente NADA. Quando eleito, ele dirá que no percurso de sua gestão surgiram outras prioridades e/ou imprevistos: catástrofes ambientais tais como secas ou enchentes e/ou a economia mundial entrou em crise e/ou a oposição no congresso dificultou sua governabilidade e/ou países parceiros econômicos entraram em recessão ou quebraram, etc.


"Mude: Nós Podemos Acreditar nisto." "Sim, Nós Podemos." "Vamos em frente."
Mudar o que? Acreditar em que? Podemos o que? Vamos em frente, mas para onde?
Fazendo uma guerra aqui, outra ali, para ver se a economia do país volta a crescer.
Igualzinho ao antecessor.
SUA MORTE É O MEU LUCRO.

Do candidato a vereador de uma cidade no sertão nordestino ao candidato a presidente dos Estados Unidos, o discurso vazio é sempre o mesmo. Todos iguais. NADA DE CONCRETO. PURA ABSTRAÇÃO. Leia sobre o infame e inacreditável Prêmio Nobel da Paz que o terrorista Barack Obama recebeu clicando aqui.



Um dos absurdos mais graves das eleições capitalistas são as pesquisas de intenção de voto. Na verdade, a divulgação dessas pesquisas é crime. Elas servem, única e exclusivamente, para colocar o poder nas mãos da burguesia através de sua mídia alienante. Para que os eleitores precisam saber quem está em primeiro nas pesquisas? É uma informação totalmente irrelevante, desnecessária e inútil para a sociedade. O verdadeiro objetivo das pesquisas de intenção de voto é forçar os eleitores a optarem pelo primeiro ou pelo segundo candidato, que são os candidatos financiados pelos burgueses para serem fantoches destes, evitando assim, que surjam surpresas indesejáveis, como, por exemplo, um candidato sem favores a prestar a ninguém e, sendo assim, impossibilitando de controla-lo. Leia sobre essa bandidagem clicando aqui e sobre o Fator K que é um dos principais mecanismos de corrupção,  clicando aqui. Leia como a burguesia controla os três poderes clicando aqui e aqui.

Assista ao vídeo abaixo, referente a eleição presidencial brasileira de 2.014, e repare que, apesar de sua aparente inocência, ele induz o povo ignorante a escolher entre os candidatos da burguesia ignorando, completamente, as outras opções, como se fossem carta fora do baralho.




Isso, além de ser um crime que deveria ser punido pela Justiça Eleitoral, se trata, também, de um crime ideológico, pois induz o eleitorado numa direção de raciocínio tendenciosa, tal como fazem várias outras mídias burguesas quando mostram os gráficos das pesquisas de intenção de voto dos dois principais candidatos e suas projeções para o segundo turno e, somente depois, mostram os outros candidatos sem destaque nenhum e em míseros segundos.
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O povo norte coreano deve tomar muito cuidado e estar sempre alerta, não só com o fator externo, mas, principalmente, com o fator interno, pois sempre há aqueles oportunistas que estão no poder (vide o exemplo do Mikhail Gorbachev que acabou com a União Soviética) e vislumbram, numa oportunidade de derrubarem o regime, sabendo que lá na frente se beneficiarão com o capitalismo, o enriquecimento e o acumulo de fortuna e bens materiais, que no atual modelo não é possível, e passarem a fazer parte da burguesia que surgirá. Nas mesas de negociações os representantes norte-coreanos sofrem constantes tentativas de suborno para derrubarem o regime, a mesma tática que os inimigos fazem para incentivar desertores a fugirem do país rumo a Coréia do Sul e acabam numa das inúmeras favelas daquele país (veja reportagem neste blog "Coréia do Sul: a Coréia Capitalista"). Tal como a burguesia faz com os sindicalistas no capitalismo [ 1 ].

A administração de Kim Jong Un tem se caracterizado, em parte, pela preocupação com a felicidade do povo. Investimentos pesados em lazer (parque aquático, parque desportivo e de futebol, Resort de Majon, estação de esqui, dentre outros) tem contribuído para um incremento na felicidade do povo. Contudo, a aproximação perigosíssima que Kim Jong Un está fazendo com a cultura norte americana pode colocar tudo a perder. Denis Rodman esteve, recentemente, visitando o país e, por motivos óbvios, não é um bom exemplo para as crianças norte coreanas devido ao contraste de seu estilo com a cultura do país; a excelente ideia que Kim Jong Un teve ao criar a banda Moranbong, com um toque de modernidade, veio acompanhado de um absurdo inadmissível, a banda interpreta algumas canções da cultura norte-americana, tais como o tema do filme "Rocky", com Silvestre Stallone, um drogado assumido de anabolizantes; "My Way" de Frank Sinatra, onde, na letra, ele vangloria seu estilo de vida e enaltece seu passado de drogas e alcoolismo; canções da Disney sendo interpretadas e aparecendo, simultaneamente no telão, desenhos como Mikey e Tom e Jerry, que fazem apologia à violência e ao bullying. Tudo isso é um terrível choque para uma CULTURA TÃO BELA E IMACULADA, que é a única, no mundo, que não sofre o assédio da cultura destrutiva norte-americana, baseada em drogas, sexo, violência, prostituição e bullying. Outro problema gravíssimo é o fato de Kim Jong Un fumar em público, em ambientes fechados inclusive, estar acima do peso e, até, cortar o cabelo de forma não usual pelo povo do país. Sendo ele uma figura pública e querida pelas crianças deve passar um exemplo a ser seguido. O fato de ser o único país no mundo que não foi estuprado pela cultura norte-americana, ter sua independência, soberania e cultura constantemente ameaçadas é ter ameaçado de extinção uma sociedade pura e livre das aberrações psicodélicas que rondam os países do resto do mundo. A economia da Coreia do Norte está indo de vento em poupa, esse é, sem dúvida alguma, o melhor momento do país após a queda de seus aliados comunistas. A Coreia do Norte está encontrando caminhos para se livrar do bloqueio criminoso dos Estados Unidos e de seu capacho, a ONU. Está nas mãos de Kim Jong Un a esperança mundial, das pessoas de bem, que desejam um mundo justo, igualitário e fraterno, sem burgueses (banqueiros, empresários e latifundiários), de manter vivo o último país comunista do planeta.


Abaixo, alguns vídeos das eleições realizadas em 2.015.






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