A muito tempo que o Oscar perdeu a graça, não empolga mais, além da audiência que está caindo a cada ano [ 1 2 3 ]. Então, a torcida é para que apareçam algumas polêmicas para dar uma animada, já que pouco importa quem foram os premiados neste domingo passado (28/02). Alias, nesse ano, no quesito polêmicas, foi porrada para tudo que é lado. Teve de tudo: Lady Gaga e a denúncia contra a violência sexual contra as mulheres nas universidades norte americanas, no vídeo da música aparece a informação de que 1 em cada 5 mulheres são estupradas nas faculdades do país [ 1 2 ], Leonardo DiCaprio, ganhador do Oscar de melhor ator, criticou, em seu discurso, o aquecimento global e o descaso com o futuro do planeta, que tem os Estados Unidos e as grandes corporações encabeçando a destruição [ 1 ], o vencedor do Oscar de melhor filme "Spotlight" que fala da pedofilia de padres na cidade norte americana de Boston [ 1 ] e o negro Chris Rock, apresentador da cerimônia, que levantou a questão do racismo nos Estados Unidos ao criticar a ausência histórica de negros nas indicações ao Oscar, ele chegou a chamar o Oscar de: "prêmio dos brancos", enquanto que, do lado de fora, manifestantes protestavam pelo mesmo motivo [ 1 2 ].
(E) Lady Gaga se apresenta acompanhada de sobreviventes de violência sexual.
(D) Chris Rock é usado pela Academia para tentar abrandar as críticas de racismo.
Curiosidade: aproveitando o ensejo, a bosta "Cinquenta Tons de Cinza" ganhou, com estrema facilidade, o prêmio de pior filme do ano que acontece sempre um dia antes do Oscar [ 1 ]. Veja as polêmicas do Oscar do ano passado clicando aqui.
Aproveitando o fio da meada, ou seja, os gravíssimos problemas internos dos Estados Unidos, no recém estudo divulgado pela ONG "Segurança, Justiça e Paz", a maior potência militar e econômica do mundo têm 4 cidades entre as mais violentas do planeta [ 1 ]. Veja os Crimes Contra a Humanidade cometidos pelos EUA clicando aqui.
