segunda-feira, 26 de maio de 2014

Suíça: Burguesia rejeita criação de Salário Mínimo.

A burguesia suíça rejeitou, no referendo realizado no dia 19 deste mês, a criação de um salário mínimo no país (na Suíça não há salário mínimo, é livre negociação), que, se fosse aprovado, se tornaria o maior do mundo, quatro mil francos suíços, quase R$ 9.970,00/mês ou US$ 24,70/hora. Leia sobre a burguesia clicando aquiOs maiores salários mínimos do mundo são:

1º Luxemburgo ... US$ 10,65/hora
2º França ....... US$ 10,63/hora
3º Austrália .... US$ 10,21/hora

   Brasil ....... US$  1,48/hora

Leia a matéria sobre o Brasil e os seu Crimes Contra a Humanidade clicando aqui e aqui

A grande maioria dos suíços (91%) já ganha mais que isso e apenas 9% da população recebem menos [ 1 ]. Incrível, mas lá, há tanta grana rolando que a burguesia é a maioria da população do país. O salário do suíço é o mais alto do mundo, porém, não adianta nada, pois o custo de vida, também é um dos mais altos do mundo, ou seja, o padrão de vida do suíço é relativo, não é exatamente o que se imagina, além de 3,5% da população estar desempregada, para os economistas, o suíço teria que receber algo em torno de R$ 9.471,50/mês para ter uma vida descente: 1 em cada 10 suíços tem dificuldades de pagar o aluguel, ou seja, praticamente, a mesma proporção dos que ganham menos do que o salário mínimo que foi rejeitado, ou seja, a classe pobre. Portanto, o resultado do referendo deu o óbvio: 77% dos eleitores votaram contra a criação. Ou seja, foi mais ou menos assim: a burguesia, que já recebe mais que esse valor, votou contra a criação do mínimo e o pobre, que recebe menos, votou a favor. Essa é a real. Cada um defendendo o seu umbigo. Em qualquer país capitalista a regra é a mesma: foda-se o pobre.


Miséria na Suíça? [ 1 ]
 Claro que sim. Por que não haveria? Capitalismo.

Leia a entrevista com o professor Ueli Mäder, da Universidade da Basileia na Suíça, clicando aquionde ele fala, dentre outros assuntos, sobre os ricos que estão ficando cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, suas pesquisas revelaram que menos de 3% da população mundial detêm mais riquezas que os 97% restantes e que os bancos suíços têm seis vezes mais dinheiro que todo o PIB do país. Ou seja, todo o povo suíço precisa trabalhar durante seis anos para juntar o que os banqueiros suíços tem nos seus cofres.

Abaixo será apresentado os motivos que os burgueses, através de sua mídia alienante, inventaram para justificar a rejeição à criação do salário mínimo [ 1 ]:

Salário Mínimo: A existência de um salário mínimo tiraria o poder de barganha do patrão sobre os trabalhadores com baixa produtividade e baixa qualificação, pois eles se acomodariam com um salário "tão alto", colocando a competitividade do país em risco. Mentira da burguesia bandida. O patrão tem vários mecanismos de perseguição contra o trabalhador, sendo, o mais poderoso, a demissão, ou seja, o burgues impõe o medo do desemprego (que deu lugar à chicotada) para o trabalhador produzir mais e mais, além de metas abusivas e assédio moral. As gratificações, os prêmios (em dinheiro inclusive), o reconhecimento, as comissões por vendas, folgas por mérito são alguns exemplos de mecanismos simples e honestos para incentivar o funcionário produtivo. Outro ponto importante é que seriam beneficiados com a nova lei apenas 9% da população que ganha menos que esse valor, pasmem, na sua grande maioria, são as mulheres. Preconceito de gênero na Suíça? Quem diria!!!

Inflação: Um salário tão elevado geraria inflação. Outra mentira da burguesia bandida. Inflação nada mais é do que um nome inventado pelos bandidos burgueses para camuflar um de seus inúmeros crimes contra a economia popular, contra o povo, que é aumentar o preço dos produtos de sua empresa sem motivo algum, apenas para lucrar mais, fazendo toda uma sociedade refém de sua ganância terrorista. Exemplo: um burgues qualquer lucra X, os trabalhadores de sua empresa fazem greve e conquistam um aumento, então, o burgues passa a lucrar X menos o aumento que os trabalhadores conquistaram, aí, o burgues aumenta os preços e volta a lucrar o X ou até mais. Ou seja, o aumento que os trabalhadores conquistaram virou pó, não serviu pra nada, se perdeu na ganância do burgues. É importante ressuscitar um tema bastante polêmico que é o liberalismo econômico, onde a economia gira livremente, ou o intervencionismo governamental, onde o governo controla o mercado. Um dos momentos mais marcantes da história do Brasil foi o congelamento e o tabelamento de preços. Muitos defendem, muitos criticam. O fato é que não existe melhor mecanismo para combater a inflação. Não da forma como foi aplicado, com tabelas e mais tabelas publicadas nos jornais e constantemente alteradas, uma confusão generalizada, mas sim, com alguns exemplos simples e que fazem parte do nosso dia a dia até hoje: são as tabelas dos picolés (que nos acompanham até nas praias) e dos cigarros, funcionam muito bem e ninguém fala absolutamente nada, ninguém reclama, muito pelo contrário, todos assim o preferem, pois evita que sejam roubados pelos donos dos estabelecimentos. O preço de cada produto deve vir impresso na sua embalagem no momento que sai do fabricante, como nas revistas e jornais. SIMPLES. Os produtos nos supermercados, os remédios nas drogarias, o material escolar, por exemplo, também. Até os eletrodomésticos, eletroeletrônicos e veículos que já veem de fábrica com o selo do governo de eficiência (economia de energia) colado, podem vir informando o preço também. As peças e acessórios dos veículos viriam com os preços impressos em local não visível quando instalados no veículo, é claro. Todos podem ser obrigados a seguir essa lei, mais fácil de fiscalizar e comprovar eventuais crimes contra a economia popular. Óbvio que alguns produtos e ramos de atividade esse controle é inviável, contudo, cobrindo os itens e os produtos de primeira necessidade que compõem o cálculo da inflação, como a cesta básica, por exemplo, já é possível de controla-la. O ponto mais importante disso tudo é que quem vai ter que pedir aumento é o burgues, o trabalhador não vai mais precisar fazer greve. Agora, isso jamais irá voltar, pelo simples fato que se tira completamente o poder das mãos da burguesia. Burgues adora inflação, é o momento onde ele mais lucra e o pobre mais perde.

Desemprego: Outro argumento é que algumas empresas não conseguiriam bancar o salário e teriam que demitir ou quebrariam. Mentiras e mais mentiras. Sempre para defender o lucro do burgues. O país tem que estar unido em torno de uma UNIDADE NACIONAL, tem que ser um por todos e todos por um. O burgues pode ceder de um lado e o governo, através da redução ou, até mesmo, da isenção de impostos para os seguimentos que, comprovadamente, apresentem dificuldades, podem cooperar para o bem estar de TODOS. Afinal de contas, o povo ganhando mais, gasta mais e o burgues lucra mais.



Custo País: o preço dos produtos fabricados no país deixariam de ser competitivos contra os preços dos produtos de outros países que pagam salários inferiores. Acontece que o salário do suíço é o maior do mundo, independente do referendo ter sido rejeitado ou não. A maioria das empresas suíças na Suíça não exportam seus produtos para vender em outros países (com exceção dos fabricantes dos famosos relógios suíços que são os mais caros do mundo e, mesmo assim, tem um público fiel que compra), as empresas suíças se mudam e se instalam em outros países, assim como fazem todas as transnacionais, que tem como destino preferido a China, fugindo dos caríssimos encargos trabalhistas em seus países sedes e passando a fabricar seus produtos nos países do terceiro mundo, explorando os trabalhadores que recebem salários miseráveis, conseguindo, assim, preços competitivos e, então, enviam o lucro para suas sedes, no exemplo: a Suíça, mantendo assim, a ótima qualidade de vida do país como uma das melhores do mundo, graças a exploração dos trabalhadores do terceiro mundo.

Todas essas mentiras burguesas são facilmente derrubadas pelo simples motivo que Luxemburgo, França e Austrália, maiores salários mínimos do mundo, não apresentam problemas em virtude de terem institucionalizado-os.


Suíça: um país tradicionalmente neutro.
Menos, quando o assunto é dinheiro. [ 1 ]

Pra finalizar, não podemos esquecer que a Suíça é o que é graças, principalmente, a seus bancos, verdadeiros paraísos fiscais destino do crime organizado internacional, terroristas, traficantes, políticos, lavagem de dinheiro, histórico refúgio da grana dos nazistas e, é claro, do mestre da corrupção PAULO MALUF.  [ 1 ]

Enquanto isso, o salário mínimo daquele paizinho medíocre e assassino, a maior economia do mundo, chamado Estados Unidos, segue em míseros US$ 7,25/hora. Até greve dos funcionários do McDonald's houve no dia 21 deste mês, onde participaram 2.000 trabalhadores, com 100 presos. Eles pediam um mínimo de US$ 15,00/hora e o direito de se sindicalizar!!! Inacreditável. E o país se auto proclama democracia e a terra da liberdade. Curiosidade: o diretor executivo do McDonald's ganhou, em 2.013, US$ 9.500.000,00, o que resulta em US$ 791.600,00/mês. [ 8 ] Leia sobre a farsa do Direito de Greve clicando aqui. Leia sobre os Crimes Contra a Humanidade praticados pelos Estados Unidos clicando aqui.

Fontes: [ 1 2 3 4 5 6 7 8 ]

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