sexta-feira, 11 de março de 2016

Coreia do Sul cerceia a Liberdade.

Assim como acontecia nos Estados Unidos, principalmente na década de 1.950, durante o período sombrio conhecido como "McCarthyism", quando movimentos sociais, protestos contra o regime capitalista e o governo e o crescimento do Partido Comunista dos Estados Unidos ganhavam força e espaço, acontece, até hoje, na Coreia do Sul, perseguições e prisões de comunistas, simpatizantes, defensores dos direitos individuais ou, simplesmente, de críticos e opositores do governo ou do regime. Os governantes e a justiça fantoche da burguesia capitalista persegue, prende, tortura e, até mesmo, mata essas pessoas ou dá um sumiço nelas. Para se ter uma ideia do que acontecia nos EUA, até pessoas famosas foram perseguidas, tais como: Charlie Chaplin (teve que fugir para a Europa), Albert Einstein (foi espionado por ser a personalidade mais famosa a declarar-se comunista) e Orson Welles, entre outros tantos [ 1 2 3 4 ].

Ditadura do Capital

Portanto, essa história que a burguesia capitalista vende de que os EUA é uma democracia, a terra do livre e da liberdade, é tudo uma tremenda de uma farsa, mentira, pois só é democracia enquanto ninguém interfere no lucro deles. Quando os interesses deles estiverem ameaçados, aí sim, você verá a verdade aparecer novamente.

Pense no que aconteceria se os trabalhadores norte americanos da Microsoft, Apple, McDonald's, etc, por exemplo, tomassem essas empresas para eles: "A partir de hoje essas empresas são nossas". Faça um paralelo aos escravos negros, quando houve a abolição da escravatura, ao invés de eles irem para as favelas, onde estão até hoje, eles tomassem a fazenda do senhor que tanto os exploravam e chicoteavam. Repare que os trabalhadores são explorados do mesmo jeito que os escravos eram, a diferença é que o chicote deu lugar ao medo do desemprego, de ser despejado por não conseguir pagar o aluguel ou não ter o que comer, medos que os escravos não tinham.

Veja no vídeo abaixo os trabalhadores sul coreanos fazendo greve na fábrica de veículos Ssangyong, em Seul, Coreia do Sul. Eles ocuparam e tomaram a fábrica exigindo melhores condições de trabalho e o fim das demissões. A maioria (povo) tem que derrotar a minoria (burguesia), é a lei universal.


Coreia do Sul e a Liberdade de Expressão

O jornal norte americano The New York Times denunciou que o governo da Coreia do Sul, único país onde a burguesia vive sob o medo da ameça comunista no mundo, tem uma lei de perseguição contra opositores e críticos do governo que pode prender uma pessoa por sete anos, se o que ela falou for mentira, e, "somente", três anos, se o que ela falou for verdadeiro. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. [ 1 2 ]. Para se ter uma ideia da situação naquele país, o Partido Progressista Unido, que fazia oposição ao governo da presidenta sul coreana, foi fechado, perderam suas cadeiras no parlamento e foram todos para a cadeia. A IN-Justiça fantoche da burguesia alegou que eles eram pró Coreia do Norte e pronto, caso encerrado. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. Outra: quando candidata a presidência, a agência sul coreana de espionagem montou um esquema para favorece-la. Eles criaram várias propagandas e sites na internet a favor dela e contra seus adversários, ou seja, tudo com dinheiro público, é claro. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. Até um jornalista japonês se deu mau ao relatar que, enquanto 304 sul coreanos morriam no naufrágio mais grave da história do país em 2.014, a presidenta estava tendo um caso com um ex-assessor.  Descobriu-se que uma empresa de bate-papo on-line por smartphone repassava informações sobre os usuários ao governo. Eun Soo-mi, parlamentar de oposição, acusou o governo de "tentar colocar uma coleira de cachorro nas pessoas" por causa da invenção de uma lei antiterrorismo. A presidenta chegou a comparar os manifestantes de rua sul coreanos ao grupo terrorista Estado Islâmico [ 1 ].

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