A cada dia morrem três motociclistas somente no trânsito da cidade de São Paulo, o que dá a surreal marca de 1.095 mortos ao ano. [ 1 ] O trânsito brasileiro é uma verdadeira carnificina, mata mais que qualquer guerra, são mais de 41.000 mortos ao ano. [ 1 ] Daí, já é possível ter uma idéia da quantidade de atletas paralímpicos que os veículos motorizados produzem para o país. De cada 5 atletas paralímpicos, 1 foi vítima de acidente automobilístico. [ 1 ] Curiosidade: 4% dos para-atletas foram vítimas da violência por arma de fogo que é outro gravíssimo problema do país, morrem por ano 42.340 pessoas. [ 1 ]
Óbvio que a 50 anos atrás esses números eram insignificantes. Eram poucos carros e motos nas ruas, nem existia motoboys, os veículos não atingiam as velocidades absurdas e desnecessárias que atingem atualmente e, principalmente, não havia o mal exemplo dos filmes, games e competições mostrando os veículos correndo e a mídia fazendo o povo idolatrar as pessoas que fazem isso, até mesmo, as que morreram como o Ayrton Senna.
Se não morriam e agora morrem e, mais importante que isso, essas mortes poderiam ser evitadas proibindo a circulação de motos e veículos particulares e, em contrapartida, aumentando a circulação de ônibus e proibindo a fabricação e venda de veículos que ultrapassem a velocidade de 80km/h, isso significa que não são mortes, são assassinatos.
Se não morriam e agora morrem e, mais importante que isso, essas mortes poderiam ser evitadas proibindo a circulação de motos e veículos particulares e, em contrapartida, aumentando a circulação de ônibus e proibindo a fabricação e venda de veículos que ultrapassem a velocidade de 80km/h, isso significa que não são mortes, são assassinatos.
Na Coréia do Norte, os veículos são poucos, as vias são largas e não há trânsito, os semáforos e as faixas de pedestres são poucas e até mesmo desnecessárias, a maioria dos veículos são de uso comercial, há poucos veículos particulares e a maioria da população se locomove utilizando o transporte público, ônibus e metrô, e bicicleta que é a preferência nacional, ou seja, é tudo o que a sociedade capitalista sempre sonhou: qualidade de vida. O vídeo abaixo foi filmado este ano pelas ruas da capital e maior cidade do país.
Por motivos óbvios, nesse cenário tranquilo, há, na Coréia do Norte, poucos deficientes físicos, a maioria por motivos genéticos ou de saúde. Isso acaba por dificultar garimpar atletas para a Paraolimpíada, felizmente, é claro. A Coréia do Norte enviou 4 para-atletas para a Paraolimpíada do Rio.

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